sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ermo


Meu primeiro conto publicado pela Amazon. É uma obra focada no terror psicológico e mistério. É baseado em algumas histórias que ouvi do interior do estado. Tô muito feliz com ele, espero que gostem também!

A capa foi feita pelo Potyguara Ferreira, diagramação por Vinícius Teixeira e revisão pela Iraneide Silva. Para comprar basta entrar no link abaixo, baixar o aplicativo Kindle e clicar no link de compra. Para conhecerem melhor, vai aí a sinopse:

Em uma pequena e reclusa cidade no interior do Pará, Rodrigo, um garoto de doze anos, avista uma misteriosa luz escarlate no céu. Depois disso, vários moradores começam a desaparecer sem explicação alguma. O medo e o caos tomam conta do lugar e, no meio de tudo isso, Rodrigo tentará proteger sua irmã mais nova deste estranho fenômeno.

Link para o conto: http://www.amazon.com.br/Ermo-Igor-Quadros-ebook/dp/B00IJ1O9WM/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1393103748&sr=8-1&keywords=ermo

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Literatura Fantástica Made in Pará

Evento muito interessante, onde discutimos vários assuntos ligados ao mercado literário nacional e regional. Falei também sobre minha obra e conheci um pouco mais sobre as dos meus colegas escritores.

Ganhador de um exemplar

Autores



Amanda, amiga e parceira literária



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mestres do Terror nos Games


Neil Gaiman, autor de obras como Sandman, O Oceano no Fim do Caminho e Deuses Americanos, anunciou recentemente o seu primeiro game, Wayward Manor, desenvolvido pela The Odd Gentleman. Gaiman explicou o game desta forma:
“Normalmente em um jogo, se você está em uma casa assombrada, você andará através dela com sua lanterna, vela e cópia do Necronomicon e você continua até encontrar o fantasma. Neste, tudo o que quer é ser deixado em paz com sua amável casa. Não quero falar demais, mas é seguro dizer que você foi morto em meados de 1880 e você foi assassinado por um motivo.”
Pesquisei sobre mestres do terror que, assim como Gaiman, já trabalharam diretamente com os jogos digitais, confiram:

 Clive Barker
Assim como na literatura, cinema, artes plásticas, teatro, quadrinhos, o criador de Hellraiser - Renascido do Inferno, Clive Barker, também aventurou-se pelo mundo dos games. Foi consultor para a construção do jogo Undying, para PC, em 2001, último jogo da DreamWorks Interactive, antes de se tornar EA Los Angeles. Undying é um first person shooter que nos apresenta Patrick Galloway em uma investigação sobre estranhos acontecimentos na residência de seu amigo, Jeremiah Covenant.
Contudo, o jogo de maior destaque de Barker foi Jericho, desenvolvido pela MercurySteam., onde apresenta, com  maestria, a sua característica mais marcante: os elementos de horror. Jericho trata-se do misterioso reaparecimento de uma cidade perdida em um deserto. Lá, uma entidade diabólica volta do início dos tempos para os dias atuais, e um esquadrão de Força Especial, treinado tanto em combate convencional quanto em uma desconhecida arte é enviada para Jericho, para decifrar os fatos enigmáticos que compõem o lugar.

 Guilhermo del Toro
“Um Cidadão Kane dos game”, é o que profetiza para os próximos cinco anos, Guilhermo del Toro (Espinha do Diabo e O Labirinto de Fauno). Em entrevista concedida à revista norte-americana Wired, o cineasta mexicano, um dos maiores expoentes atuais de cinema com temática taciturna, acredita que os meios digitais evoluirão tal qual as HQ’s nos próximos anos, a ponto de surgir um Cidadão Kane(considerado por muitos cinéfilos como a maior obra da sétima arte) dos games. E ele promete estar inserido neste contexto.
Os trabalhos de del Toro na área dos games, todavia, estão longes desse feito. Obteve dois títulos que não chegaram a ser lançados: Sundown e Insane (prometido para sair no final de 2014). Mas lançou, em 2008, Hellboy The Science of Evil(adaptação do filme de 2004 dirigido por ele, baseado em uma História em Quadrinhos), onde participou como diretor criativo, juntamente com o criador da HQ, Mike Mignola.
O jogo apresenta Hellboy em terceira pessoa, usando vários golpes e o Samaritano – sua arma - para destruir os inimigos. O jogador deve impedir um plano nazista de dominação mundial e deter o ensandecido Hermann Von Klempt. Encontramos na atmosfera do enredo as mesmas marcas das outras adaptações da HQ: ação e humor.

John Carpenter
O grande cineasta, responsável por títulos como O enigma de outro mundo,Christine, o Carro Assassino e Os Aventureiros do Bairro Proibido, possui várias adaptações da sua franquia mais conhecida, Halloween – A Noite do Terror, para os games, um exemplo é o jogo Halloween, para PC, desenvolvido pela Pig Farmer Games, onde vocêcontrola Sarah, uma babá que foi contratada para tomar conta de uma criança hiperativa, Billy, e, em uma pequena casa terá que escapar das mortais facadas de Michael Myers.
John Carpenter teve uma participação mais efetiva no game F.E.A.R. 3, responsabilizando-se pela cinemática, e ao lado de outro grande nome, Steve Niles, criador da graphic-novel “30 Dias de Noite”, que construiu o roteiro para o jogo, provou que a ingressão de ambos nessa mídia pode render bom frutos.
Recentemente declarou ao site Giant Bom que estaria disposto a criar um game inteiramente seu, e que a oportunidade está chegando. Em breve, poderemos ver este mestre em um jogo original.


E vocês, que outros especialistas na arte do medo gostariam de ver trabalhando para os games? Particularmente, gostaria de ver um game nos moldes de David Cronenberg. Quem sabe um eXistenZ...



Fontes:
http://www.nerdturbo.com.br/2013/08/top-10-melhores-jogos-de-terror.html#.UueOjftTvMw
http://www.ign.com/games/hellboy-the-science-of-evil/xbox-360-827013
http://rollingstone.uol.com.br/noticia/guillermo-del-toro-preve-o-cidadao-kane-dos-games-para-a-proxima-decada/
http://jovemnerd.com.br/jovem-nerd-news/games/neil-gaiman-anuncia-seu-primeiro-jogo-wayward-manor/
http://www.ign.com/games/hellboy-the-science-of-evil/xbox-360-827013
http://indiestatik.com/2013/10/10/halloween/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Meu game

Galera, Esse é um esboço de um game que estou fazendo para a faculdade. É sobre um garoto que teve a cabeça atingida por uma manga (acidente bem plausível em Belém hehe). Por conta disto, ele viajou na maionese no mundo da física e em cada fase ele terá que sobreviver aos efeitos deturpados de um conceito, o primeiro é a mecânica.


A equipe:
Igor Quadros – Programação;
Rodrigo Pará – Arte conceitual;
Mohamed Capistrano – Áudio (Vamos alterá-los para evitar o plágio);
Potyguara Ferreira – Modelagem e animação;
Andrews Nycollas e Potyguara Ferreira – Vozes;
Rodrigo Santos – Game Tester.
 
O jogo tá muito cru ainda, mas estamos evoluindo. Quem tiver críticas, sugestões ou elogios posta aí!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Voltei!


Primeiro gostaria de pedir desculpas pelo tempo sem postagens. Preocupações com faculdade, publicação de livro e, principalmente, por preguiça acentuada, impediram-me de continuar com o blog. Mas agora resolvi fazer uma nova versão, incluindo posts sobre meus trabalhos (tanto na literatura quanto com games), achismos, meus hobbies e tentativas de entrar em áreas que não domino(podem rir à vontade). Por enquanto, deixarei de lado a ideia inicial do blog, que era publicar meus contos. Não que eu os tenha abandonado, é que aprendi a escrevê-los de maneira mais profissional, auxiliado por pessoas que trabalham no ramo também. Portanto, gostaria de apresentar um trabalho mais bem feito para vocês. Avisarei sempre que publicar um e onde poderão adquiri-los. No mais, agradeço a quem continuou me seguindo e espero que apreciem as novidades!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O outro lado da linha (Continuação)


_Vamos falar com a minha amiga_ disse Hermênia quando a sua acompanhante acabou de rezar.

_Vamos_ concordou.

Luiza é uma mulher baixa, loira e apesar das inúmeras horas que passara chorando deixando seu rosto inchado não tirava sua beleza. Ela é uma das poucas pessoas que não estavam usando óculos escuros, porém estava com uma roupa preta como os outros, – aparentava que tinha saído de casa as pressas pelo jeito que estava: trajes machucados e cabelos mal penteados. Ela e Hermênia se abraçaram e em seguida Luiza foi apresentada a Eleonora.

_Meus pêsames.

_Obrigada.

_ Do que ele faleceu?_perguntou Hermênia.

_ Foi acidente de carro _respondeu cabisbaixa._ Ele havia passado no vestibular e então seu pai tinha comprado um carro para ele. Na noite que faleceu um caminhoneiro avançou o sinal e acertou nele. Não teve chance.

As três ficaram conversando um bom tempo até que Eleonora lembrara do convite que havia recebido do rapaz do coral da igreja mais cedo, mas que estranhamente não havia banda alguma no local.

_Luiza, onde está os músicos do coral?

_O padre disse que eles estão sem banda no momento_respondeu Luiza.

_Mas e o rapaz que me convidou para missa não é do coral?

_Pensei que eu havia convidado você_ comentou Hermênia.

_Um rapaz me ligou antes para convidar.

_E qual é o nome dele?_Perguntou Luiza.

_Augusto Soarez.

Eleonora pode ver claramente o pigmento das duas a sua frente sumirem das suas peles no mesmo momento em que elas arregalaram os olhos como se tivessem visto um fantasma.

_ O que foi?!

A pergunta ficou sem resposta por um bom tempo. As duas pareciam estar ainda digerindo o que ouviram.

_ Augusto Soarez é o nome do meu falecido sobrinho.

Eleonora sentiu sua cabeça revirar com a revelação. Seu corpo ficou gelado e o coração disparou. Ela não consegui esboçar uma reação sequer naquele momento.

A família de Augusto ficou sabendo da história e se emocionaram. Mostraram fotos do rapaz e quiseram saber mais da senhora que provavelmente falou com ele pelo telefone, mas ela nunca quis falar muito sobre o assunto.

Eleonora nunca comentou com seu marido sobre esse episódio da sua vida, mas vez ou outra ela se pega pensando no fato que sua mente se recusa acreditar. Teria ela falado com o espírito do rapaz?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O outro lado da linha (Continuação)


_Mas eu..._ disse Eleonora quando desligaram o telefone do outro lado.
Ela ficou um bom tempo se perguntando quem seria esse tal Augusto e por que tanto interesse que ela fosse nessa tal missa dele. A primeira impressão que tivera foi que se tratava da pessoa que trabalhava no coral da igreja, embora não se lembrasse de alguém chamado Augusto. O fato é que ela não ficou interessada em ir nessa tal missa de alguém que ela não se lembra.

Faltando vinte minutos para a hora da missa que Eleonora fora convidada ela ouve alguém tocar a campainha da sua casa. Ela olhou no olho mágico e viu a silhueta pálida de sua melhor amiga, Hermênia.

_Oi Hermê_ cumprimentou ela sorrindo._Tudo bem?

_Tudo _ disse a amiga entrando na casa antes de ser convidada._ Eu queria te fazer um convite.

_ Qual?_ Indagou fechando a porta.

_ A igreja da Trindade ta fechada né?

_ Sim, mas qual é o convite?

_ Bom já que você não vai a sua igreja hoje, eu queria que você fosse comigo a uma missa_ respondeu Hermênia sem jeito.

_ Que missa?

_ Uma amiga me convidou, mas eu não queria ir só.

_ Onde é?

_ É na igreja de Nazaré.

Eleonora é uma pessoa que se impressiona fácil com as coisas e o fato de receber pela segunda vez o mesmo convite, concerteza a fez achar que não se tratava de apenas coincidência.

_ Que horas?_ Perguntou sentindo um frio na barriga.

_ 18 horas, to um pouco atrasada,_ Respondeu Hermênia ainda constrangida. _sei que deveria ter chamado você antes, mas é que só agora...

_Tudo bem, eu vou_ falou decidida, embora estivesse um pouco nervosa.

_Jura?! _ Perguntou animada.

_Claro, espera aqui que vou me aprontar.

_Muito obrigada mesmo_ Agradeceu Hermênia.

_Não é nada.

Quando as duas chegaram na igreja, a missa já havia começado. Elas sentaram-se na ultima fileira ao lado de um senhor que estava ajoelhado com as mãos no rosto. Notoriamente o clima no local estava triste, algumas pessoas choravam mais a frente, outras rezavam com tamanha vontade que pareciam estar desesperados. A verdade é que as únicas pessoas que realmente estavam prestando atenção nas palavras do padre eram as duas que chegaram por ultimo.

_Do que é essa missa?_ perguntou Eleonora já imaginando o que a outra responderia.

_É uma missa de sétimo dia.

_Quem faleceu?!

_Eu não sei ao certo, mas parece que foi o sobrinho da minha amiga.

As duas ouviram todas as orações que o padre fizera e no final Eleonora rezou em silêncio pelo rapaz que havia morrido.